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E porque não falar sobre Nelsinho Piquet? |
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Muito se tem dito sobre o episódio envolvendo o brasileiro Nelson Ângelo Piquet, demitido recentemente da equipe Renault de F1. Ao declarar que causou propositadamente o acidente acontecido no GP de Cingapura em 2008, Nelsinho acabou se tornando o centro de uma enorme polêmica, que pode resultar em pesadas punições para a equipe Renault e seu mandatário, Flávio Briatore.
Nelsinho, que pode ser processado pela Renault, pode ter encerrado prematuramente sua carreira na F1 e de uma maneira nada honrosa, mas alegar que o ato praticado pelo brasileiro é isolado é uma grande balela. Armações e acidentes sempre foram armas muito utilizadas por pilotos e equipes desde a realização das primeiras provas de automobilismo.
Por acaso seriam as “deixadas” de Rubens Barrichello, a mando da Ferrari para favorecer Michael Schumacher? Quem não se lembra dos títulos ganhos por Senna e Prost de maneira idêntica, causando acidentes em anos diferentes onde o abandono favorecia um ou outro?
Muitas foram as batidas “pensadas” e os favorecimentos calculados principalmente na Fórmula 1 e, certamente esta de Piquet não será a última. Se fosse o ambiente de corrida um poço de virtudes não seria necessário tantos fiscais e juízes para “controlar” os ímpetos daqueles que buscam a vitória a qualquer custo.
O ideal é que se deixem as balelas de lado e aceitemos os fatos. Sendo comprovada a armação, que se punam os culpados. Mas mostrar surpresa com a armação é ir longe demais. |
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Décio Ribeiro |
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