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Reviravolta no Rali Mineiro |
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O título da temporada 2008 do Campeonato Mineiro de Rallye de Velocidade, categorias Geral e N-2 (veículos até 1.600 cilindradas com preparação restrita), conquistado pelo piloto Eduardo Cunha e pelo navegador Eduardo Soneca (equipe Fiat/Stola/Sinal BH), está sub-judíce. Dois protestos, apresentados pela equipe Marinelli Team, representados pelas duplas Fábio Saciotto/Arthur Carrão e Fabiano Altomar/Carlos Lapertosa, serão analisados nesta terça-feira (9/12), pela diretoria da Federação Mineira de Automobilismo, que poderá instruir novas diligências, caso identifique alguma procedência nos questionamentos das duplas adversárias.
A informação é do comissário chefe da prova, Luiz Fernando Machado Esmeraldo, que recebeu os dois protestos e irá encaminha-los nesta terça, pela manhã, ao presidente da Federação Mineira de Automobilismo, Pedro Sereno..
Sacioto/Carrão eram adversários diretos de Cunha/Soneca, mas tiveram que abandonar a prova com quebra de roda. A outra dupla, Altomar/Lapertosa, que venceu a etapa de Nova Lima/Itabirito, caso haja uma decisão pela impugnação do resultado da etapa, podem ficar com o título da temporada, já que ultrapassariam, na pontuação, Cunha e Soneca. Os veículos das três duplas estão retidos no pátio da Federação Mineira de Automobilismo.
Os dois questionamentos são distintos, mas referem-se a possíveis manobras mecânicas que tenham permitido ganho de potência no veículo da dupla que chegou em segundo lugar na última etapa do campeonato, disputado neste último domingo, em Nova Lima/Itabirito. Este resultado deu a Cunha/Soneca, o título da temporada. A categoria N-2, em que a dupla se sagrou campeã, impõe uma série de restrições na preparação do veículo. O vencedor da etapa foi a dupla Fabiano Altomar/Carlos Lapertosa.
Um dos protestos, formulado pela dupla Saciotto/Carrão, solicita verificação de ruídos do escapamento do carro de Cunha/Soneca. O regulamento fixa um número de decibéis que podem ser emitidos e, a ampliação deles, sugere alterações no motor e ganho de melhor desempenho. A análise será feita por laboratório credenciado, possivelmente por uma universidade de Belo Horizonte.
O outro protesto, feito por Altomar/Lapertosa questiona a relação do câmbio usado pela dupla contestada. O regulamento determina que ela seja a que vem de fábrica, àquela que é adquirida pelo comprador nas revendas. Entretanto permite o uso de um outro câmbio, específico para competição, que deverá ser homologado pela montadora que produz o veículo, no caso da dupla envolvida, da Fiat Automóveis. |
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Willan Santos |
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