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Pilotos brasileiros analisam decisão do Mundial de F1 em Interlagos
 
Para Octávio Freitas, equipes não podem mais errar (Foto: Divulgação)
GP do Brasil pode definir Felipe Massa como o novo Campeão Mundial

Com apenas uma corrida para o encerramento, a temporada 2008 da Fórmula 1 está mais quente do que nunca. O inglês Lewis Hamilton e o brasileiro Felipe Massa chegam ao GP Brasil, no dia 2 de novembro, na disputa pelo título mundial separados por sete pontos na tabela de classificação. “O Hamilton é o favorito e tem uma vantagem muito boa por restar apenas uma prova. Mas em corridas de carro, tudo pode acontecer. O Massa tem que dar o seu melhor e acreditar até o último segundo”, comenta Antonio Pizzonia, que já teve passagens pela Williams e Jaguar na F1 e atualmente defende as cores do Corinthians na Superleague Formula, o chamado futebol sobre quatro rodas. “Nenhuma das equipes pode errar agora, tudo tem que ser perfeito. O mínimo detalhe pode fazer a diferença”, acredita Octávio Freitas, que aos 16 anos foi o mais jovem piloto a competir na Fórmula Master em 2008.

Pelo quarto ano seguido a decisão acontece no Autódromo de Interlagos e, pela primeira vez, com um piloto brasileiro envolvido diretamente na disputa. “O fato relevante é a possibilidade de um brasileiro conquistar o título em casa. Isso seria algo de extremo valor para o Brasil”, acredita João Paulo de Oliveira, que disputa a Fórmula Nippon, equivalente à GP2 no Japão. “Além de ser excelente pela visibilidade mundial que o Brasil recebe, a F1 ganha muito. Conhecer o campeão na última etapa é a melhor situação possível”, completa Pizzonia. “A decisão na prova final mostra que o campeonato está cada vez mais competitivo. Tanto que um piloto jovem e sem muita experiência como o Sebastian Vettel, numa equipe que não é grande, teve uma vitória com todos os méritos”, lembra Victor Corrêa, quarto colocado na Ford Inglesa.

Massa será o primeiro brasileiro e o terceiro competidor da história da F1 a decidir um título em seu país. Os outros dois foram os italianos Nino Farina (campeão) e Luigi Fagioli (terceiro colocado), que chegaram em Monza para a prova final da temporada de 1950, a primeira da F1 moderna, com chances de serem campeões. “O Felipe pode ter alguma vantagem, pois já demonstrou que se sente bem com o apoio da torcida e não sente muito a pressão. Por outro lado, acredito que Hamilton precisará por os nervos no lugar para sair campeão”, aposta João Paulo.

Como o piloto brasileiro não tem muitas alternativas para a corrida final, seus colegas de profissão são unânimes quanto à atitude que ele deve tomar em Interlagos. “Ele tem que fazer de tudo para ganhar, fazer bem a parte dele. E contar com a sorte, já que não depende mais só de suas forças. Já o Hamilton só precisa administrar e ser cauteloso, pontuar o quanto necessita. Ele não precisa ser o herói da corrida”, atesta Pizzonia. “Para o Massa não tem segredo, é acelerar. Já o Hamilton, se largar bem e tiver um carro confiável, tem meio caminho andado”, garante Rafael Suzuki, que este ano participou da F3 Alemã e da F3 Asiática.

Enquanto no Brasil a expectativa e a torcida para Felipe Massa são grandes, no resto do mundo o cenário é diferente. “Aqui no Japão a torcida é bem dividido. Uma a favor do Felipe e outra a favor do Hamilton, sem favoritismos para um ou outro”, conta João Paulo. “Aqui na Inglaterra está todo mundo torcendo pelo Hamilton e todos dão como certa sua vitória. Eu não estaria tão certo assim”, conta Victor Corrêa, que este ano fez sua primeira temporada no automobilismo internacional.

15 anos depois

Desde 1993, com Ayrton Senna, o Brasil não tem um piloto com chances reais de se sagrar campeão do mundo e desde 1991 não ganha efetivamente o título. A volta do Brasil à elite da F1 após tantos anos poderia ser um novo marco em nosso automobilismo. “Seria algo muito importante. Acompanhar um vencedor faz com que mais jovens queiram ser pilotos. É algo que pode render frutos para daqui 10, 15 anos. Hoje em dia, com tanto tempo sem ninguém no topo, diminuiu muito o número de brasileiros competindo e fazendo sucesso no exterior”, conta Pizzonia.

Octávio Freitas, que disputa uma das categorias que melhor prepara pilotos para a F1, também é da mesma opinião. “Com certeza isso incentiva. Terão mais pilotos focados em monopostos. Hoje em dia a atenção está muito grande para o Turismo, e uma vitória no campeonato da F1 pode mudar isso”, explica o competidor da Fórmula Master.

Apesar de a disputa Massa x Hamilton chamar a atenção da mídia brasileira, alguns pilotos acreditam que a repercussão deveria ser bem maior por aqui. “Depois de tantos anos temos um piloto do Brasil com chances reais de ser campeão mundial de F1, e a prova que decide o título é no Brasil. Deveria ter ainda mais relevância num país com tanta história e paixão pelo automobilismo como o nosso”, encerra Rafael Suzuki.
João Alberto Otazu

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